Palavra da Pediatra

“E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” Lucas 2:52

O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança através de uma assistência individualizada pelo pediatra é importante, visando o bem-estar da criança em sua família, escola e sociedade.

O crescimento é um processo dinâmico e contínuo que ocorre desde a concepção. Abrange fatores ambientais como: alimentação, ocorrência de doenças, cuidados gerais de higiene, de habitação e saneamento básico, acesso aos serviços de saúde, refletindo as condições de vida da criança.

O desenvolvimento é a capacidade do corpo de adquirir funções, ou seja, é a capacidade que a criança apresenta para realizar tarefas.

Crescimento e desenvolvimento são processos integrados e devem ser avaliados em todas as consultas com o pediatra.

As medidas de promoção, proteção e recuperação da saúde nos primeiros anos de vida são condições cruciais para que o crescimento infantil aconteça de forma adequada. E a prevenção eficaz de grande parte das doenças que acometem a população adulta pode iniciar na infância.

Nestas consultas periódicas são avaliados: o estado nutricional da criança pelos indicadores clínicos definidos pelo Ministério da Saúde e suas curvas de crescimento; a história alimentar; a vacinação; o desenvolvimento neuropsicomotor; o desempenho escolar; as atividades físicas diárias conforme parâmetros recomendados pelo Ministério da Saúde; dentre outros.

As consultas com o pediatra devem ser realizadas pela primeira vez entre os 07 e 15 dias de vida, no primeiro ano de vida mensalmente, do segundo ao quinto ano de vida semestralmente e dos cinco anos até o término da adolescência anualmente.

Referências: Sociedade Brasileira de Pediatria e Ministério da Saúde.

O papel do pediatra escolar

O papel do pediatra escolar é fundamentalmente preventivo e educativo, isto é, voltado para a promoção de saúde, incluindo as crianças, suas famílias e toda a equipe da instituição.

Ele não trabalha isoladamente, e sim de forma integrada com todos os profissionais da escola.

  • Atua na observação do espaço físico, focando na orientação do que é adequado a cada faixa etária.
  • Supervisiona e orienta em questões de vigilância epidemiológica, isto é: prevenção, detecção e controle de doenças transmissíveis, intervenção em situações de doença e de prestação de primeiros socorros, com os necessários encaminhamentos e providências.
  • Faz avaliação da criança com intercorrência médica. Não é de sua competência fazer diagnóstico nem prescrever medicações.
  • Elabora circulares específicas, na vigência de doenças infectocontagiosas, informando sobre medidas de controle e a necessidade de afastamento temporário, ou não, das crianças em questão.
  • Oferece treinamento e reciclagem da equipe, no que diz respeito ao atendimento à criança, aos primeiros socorros e às medidas preventivas de doenças e acidentes.
  • Realiza reuniões individuais ou em grupo, com pais e outros responsáveis, de acordo com a necessidade de cada momento.

Dra. Juliana Tiemi Saito Komati
Título de especialista em Pediatria e Gastroenterologia Pediátrica
Mestre em Ciências aplicadas à Pediatria
CRM 103.384 – SP

Gastroenterite aguda

É uma doença caracterizada por episódios de diarreia e vômitos. A diarreia aguda é, em geral, benigna e autolimitada, com duração de no máximo 14 dias. As fezes são de consistência diminuída ou mesmo líquidas e ocorre um aumento no número de evacuações. Pode ser causada por agente infeccioso viral ou bacteriano e vir acompanhada de febre, dor abdominal, perda de apetite e cansaço.

Para um correto diagnóstico, os pais devem levar a criança com esses sintomas ao pediatra para consulta e exames laboratoriais se necessário. Nessa consulta deverão ser afastados sinais de desidratação e alguma outra doença que possa estar associada.

O tratamento consiste em hidratação, antitérmicos e repouso. Dependendo do caso o médico também pode prescrever outras medicações, como probióticos e antibióticos.

Dra. Juliana Tiemi Komati – pediatra

Síndrome mão-pé-boca

É uma doença transmitida pelo vírus Coxsackie, geralmente ocorre em crianças abaixo dos 5 anos. Ela tem esse nome pois faz bolhinhas em mãos e pés, aftas na boca, dor de garganta e pode ser acompanhada ou não de febre. É transmitida pela via fecal-oral, ou seja, pelo contato com as secreções e fezes infectadas. O tratamento visa diminuir os sintomas de dor e febre, recomenda-se bastante hidratação, repouso e evitar alimentos quentes, ácidos ou condimentados. Em caso de suspeita dessa virose, é importante levar a criança ao pediatra para confirmação diagnóstica e orientação.

Dra. Juliana Tiemi Saito Komati

Médica Pediatra do colégio Mirassol – especialista em Gastroenterologia Pediátrica

“As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.” Provérbios 16:24

Verminose

Verminose é uma infecção intestinal provocada por parasitas. Pode acometer crianças de todas as idades, ambos os sexos e todas as classes sociais.

A contaminação ocorre pela boca, através da ingestão de alimentos ou água contaminados.

Alguns sintomas encontrados nos casos de verminose são: dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia, prurido anal intenso (coceira) e presença de vermes nas fezes.

O tratamento é feito com remédios antiparasitários específicos para cada parasita.

A prevenção é a melhor forma de proteger a saúde contra as verminoses, com medidas simples, como:

  • Lavar bem as mãos sempre que usar o banheiro e também antes das refeições;
  • Beber apenas água filtrada ou fervida;
  • Manter o corpo asseado, mediante o banho frequente e o uso de roupas limpas, tanto as do corpo quanto as da cama;
  • Lavar bem os alimentos antes do preparo;
  • Andar sempre calçado;
  • Comer apenas carne bem passada;
  • Comer apenas em locais limpos;
  • Realizar exames parasitológicos e tomar vermífugos regularmente, prescritos pelo médico pediatra.

Dra. Juliana Tiemi Saito Komati
Título de especialista em Pediatria e Gastroenterologia Pediátrica
Mestre em Ciências aplicadas à Pediatria
CRM 103.384 – SP

Fique atento à Escarlatina

escarlatinaA escarlatina é uma doença causada por bactéria (Estreptococo hemolítico do grupo A). Acomete crianças entre os cinco e dez anos, é mais frequente em meninos e suas epidemias são mais comuns no outono e na primavera.

Na maioria das vezes ela surge junto com uma amigdalite estreptocócica, mas pode acontecer também com infecções de pele. A bactéria pode ser transmitida de uma pessoa para outra através da tosse, de espirros, de mãos contaminadas ou por copos e talheres.

O período de incubação é de 2 a 4 dias. O início do quadro é abrupto, com amigdalite ou faringite, náuseas e vômitos, dores pelo corpo e febre acima de 38,5ºC.

O rash cutâneo é o sinal característico da doença e surge 12 a 24 horas após o início da febre. Normalmente inicia-se na cabeça e desce pelo corpo, caracterizando-se por numerosas erupções avermelhadas, de 1 a 2 mm, com discreto relevo, dando a pele um tom levemente áspero. Com a disseminação, o rash pode lembrar queimaduras de sol, com palidez das lesões nas regiões onde se aperta com o dedo. Essas lesões do rash costumam se aglomerar nas áreas de dobras, como axilas, virilhas, prega do cotovelo, formando uma linha bem vermelha, chamada de linhas de Pastia. Após 1 semana esse rash começa a desaparecer, ocorrendo uma descamação, principalmente nos dedos das mãos e dos pés, virilhas e axilas.

Outro achado característico é a língua em framboesa. A língua fica inchada e suas papilas muito avermelhadas. Também costuma aparecer uma palidez ao redor dos lábios. No início do quadro pode haver uma capa branca por cima da língua que desaparece com 4 dias, ficando apenas a vermelhidão intensa.

Penicilina é o medicamento indicado para o tratamento da escarlatina, que deve ser usado durante 10 dias. A criança pode regressar à escola 48 horas após ter iniciado o tratamento antibiótico.

Consulte sempre o pediatra antes de dar algum medicamento à criança.

Dra. Juliana Tiemi Saito Komati
Título de especialista em Pediatria e Gastroenterologia Pediátrica
Mestre em Ciências aplicadas à Pediatria
CRM 103.384 – SP

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