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Em 22 de abril, o Colégio Mirassol realizou a premiação do “44° Concurso Internacional de Redação de Cartas”.

Os alunos se dedicaram e fizeram belíssimas produções.

Confiram os ganhadores da seleção interna:

  • 9° ano

– Alissa Espindola Silva Souza

– Sakuko Tsujihana

– Michelle Lury Higashi

  • 7° ano

– Karina Miyuki Katayama

– Guilherme Nakano Deucher Teixeira

– Valentina Pacitti Thomé

O Mirassol não foi classificado. Para ver o resultado da Etapa Estadual, clique aqui.

Vejam abaixo as redações que representaram o colégio.

 

Caro avô,

Hoje meu professor perguntou para a sala: “como seria o mundo no qual vocês gostariam de crescer? E as respostas que mais ouvi foram: “acho que não há esperanças de um mundo melhor.” Mas será mesmo?

Certa vez vi uma frase que dizia: “Existem pessoas livres dentro das cadeias e pessoas presas nas ruas, basta pensar um pouco o que está acontecendo no mundo.” E percebi que o que está acontecendo é que a liberdade não está no seu estado físico, mas sim no seu estado mental. A pessoa pode estar em uma maravilhosa casa, e sentir-se presa. Ou morar debaixo de uma ponte e sentir-se livre. Muitas pessoas sentem-se presas às cobranças e aos valores impostos pelo mundo, a riqueza, o “status”…

Hoje em dia é possível perceber que muitas pessoas se importam apenas com a fama e o dinheiro, e não com a felicidade. Certa vez, o inventor Steve Jobs disse: “A única maneira de fazer um bom trabalho é amando o que você faz”. Muitas pessoas acham que a felicidade está apenas em fazer algo que traga a sua própria felicidade, o seu próprio enriquecimento, ou sua própria realização, o que é muito custoso.

Porém, acredito que o ser humano tem a natureza “humana” que significa sentir-se feliz fazendo e sendo o bem ao próximo. Afinal, como Wilhelm Leibniz dizia: “Amar é sentir na felicidade do outro a própria felicidade”.

No Brasil, por exemplo, vemos desigualdades sociais que prejudicam o desenvolvimento social do país. Muitas pessoas colocam a culpa na falta de oportunidades. Mas será que o problema está ligado apenas nisso? Uma das causas é o preconceito de entrada de pessoas mal vestidas e aparentemente marginalizadas, ou seja, pessoas que não parecem estar prontas socialmente.

Concluo que podemos, sim, fazer desse mundo um lugar melhor, se pensarmos coletivamente  e se tivermos compaixão. É preciso que as pessoas deixem de lado o orgulho, e é preciso que elas entendam que nem tudo é culpa do governo, da economia, do país. Por exemplo, não adianta o governo investir em projetos para acabar com as doenças da África se não houver médicos que se voluntariem para realizá-los. Aqueles que vão, deixam de lado sua família e carreira para fazer a diferença.

Outro exemplo é a falta de água no Brasil. Será que é só culpa do governo, o fato de estarmos sem água? Se tivéssemos pensado no coletivo, provavelmente não estaríamos enfrentando todas as dificuldades de hoje. Muitas pessoas pensam: “No meu bairro está tudo normal, somos abastecidos com poço artesiano”. Já chegou a oferecer um balde de água para aqueles que não têm uma gota na torneira de sua casa?

E por isso, concordo com a afirmação de Sorrell, que diz que podemos melhorar o mundo se primeiramente melhorarmos a nós mesmos. Enchendo o mundo de solidariedade, compaixão, amor, mas principalmente de esperança de que podemos construir um mundo melhor. Afinal, não é necessário entrar na história, mas ajudar a construir uma boa história e deixar um mundo melhor para as gerações futuras. Assim como os médicos voluntários que citei anteriormente. Provavelmente o nome de cada um deles não será divulgado para o mundo, mas eles estão contribuindo para construir uma história, um mundo onde seus filhos gostariam de viver. E isso faz com que eles se tornem heróis que querem ver a transformação… Tudo isso só acontece por causa do amor ao próximo.

Assim como você  que não está mais nesse mundo, mas que com certeza ajudou a transformá-lo  deixando de lado seus interesses pessoais. Você não apareceu em nenhum jornal, mídia, mas deixou comigo por meio de suas ações, a inspiração de ser alguém como você, que acreditava num mundo melhor.

Saudades,

Sakuko

 

Caro Nelson,

Te escrevo hoje para tratarmos de um assunto que vem ocupando os meus pensamentos atualmente: o mundo. Sim, isso mesmo, o mundo em que hoje habitamos, que retiramos nossos recursos vitalícios, como a água, o sol, o vento e a chuva. O mundo que nós amamos, mas ao mesmo tempo que destruímos… Então enquanto eu pensava sobre isso, uma pergunta me veio à cabeça: como seria o mundo se pudéssemos remodelá-lo? Como seria o mundo onde gostaríamos de crescer?

Conseguimos perceber ao ver nas notícias, revistas, jornais que o mundo vem se modificando, e também sendo modificado ao longo do tempo. Não somente a sua natureza, a sua estrutura, mas também as pessoas. Hoje em dia, as pessoas se preocupam mais em, por exemplo: desviar água que vem faltando atualmente, para satisfazer sua próprias necessidades, do que economizar cada vez mais para juntos, conseguirmos sobreviver por mais tempo. Claro que falar “as pessoas” é muito generalizado, pois existem aquelas pessoas que ainda se importam com o próximo. Bom, os outros não conseguimos mudar, mas e a nós mesmos? Você também não acha que se cada um de nós tomar consciência, o mundo não melhoraria muito? Fome, violência, corrupção, guerras… São todas realidades que eu não gostaria que existissem no meu, digamos, mundo dos sonhos. O mundo onde eu gostaria de crescer, e também gostaria que todos que eu amo vivessem, seria um mundo primeiramente preservado. Sem que  os recursos estivessem em falta, e os animais em extinção. Penso também que, um mundo bom, é um mundo com responsáveis que se importam. Presidentes que realmente se importem com seus países, e não somente com dinheiro. Governos que façam leis justas, mas que cumpram também os direitos humanos. Para isso, primeiramente, deveriam ser aceitos apenas profissionais sérios, alfabetizados e com boas intenções. Poderia ser feita, antes de ser aberta ao público, uma votação interna, dentro do governo atual. Onde os candidatos falariam suas formações e propostas, e senadores, ministros, governadores, prefeito e presidente votassem no candidato de seu interesse. Após essa pré-seleção, ser aberta ao público, com os candidatos capazes que foram selecionados pelo governo. Essa poderia ser uma das soluções.

Outra coisa que melhoraria muito as nossas vidas seria a diminuição de violência. Não no mundo inteiro, porque ainda sou nova para mudar algo no mundo, mas pelo menos no país em que vivemos: o Brasil. Atualmente não podemos sair de casa sem medo de ser abordada, sequestrada, violentada, ou até mesmo morta por bandidos, que na maioria das vezes, não tem dó de ninguém. Solucionar um problema que já não parece ter mais volta é complicado, mas não impossível. Não custa tentar, não é? Pensei na possível construção de mais postos policiais, com pelo menos um em cada quarteirão.  Também, poderiam haver seções com policiais dominantes de cada tema. Assim, pessoas não teriam que esperar meses, ou até talvez anos para um caso concluído. Com essas divisões, nenhum policial seria sobrecarregado, e seria bem mais organizado do que é hoje.

Sei que mudanças como essa não podem ser feitas em um curto período de tempo, mas se possibilidades como essa saírem do papel e se tornarem realidade, mesmo que demorasse valeria a pena, pois muitas pessoas se beneficiariam.

E você, como seria o mundo onde gostaria de crescer?

Atenciosamente,

Michelle Higashi