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Palavra da Psicóloga

“Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.” Deuteronômio 6:6-7

Nesse caminho, encontramos muitas pessoas e é na escola que seu filho passa grande parte de sua vida.

Pais e equipe escolar precisam andar no mesmo caminho, ter a mesma fala, a mesma visão, a mesma convicção, os mesmos objetivos quanto ao desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social da criança.

É nesse contexto que afirmo a necessidade do SOPE para um melhor funcionamento da escola. É por meio do Setor de Orientação Psicológica, Educacional e Nutricional que temos feito um retrato real da multiplicidade de atividades e solicitações destinadas aos profissionais desta área. O SOPE existe para auxiliar educadores, alunos, pais e familiares.

Todos sabem que a escola não deve proporcionar aos alunos apenas as diferentes disciplinas: Português, Matemática, História, Geografia, Ciências e as demais habilidades necessárias para ser “competitivo” no mercado de trabalho atual.

A educação vai além, o aluno precisa ser preparado para a vida… As pesquisas apontam que 85% das pessoas são demitidas por não saberem se relacionar com o próximo.

Sabemos que o universo familiar e escolar são separados e um não pode assumir o lugar do outro. Mas ao mesmo tempo, os educadores precisam estar preparados para promover o bem-estar emocional da criança com o mesmo amor recebido em casa. A escola deve ser um lugar onde a criança possa se sentir acolhida, onde saiba que tem o direito de errar e de se expressar livremente, verbalizar suas emoções, crescer.

Falamos às crianças que crescemos não apenas ao completar mais um aniversário ou nos centímetros a mais, observados na altura. Ao mesmo tempo que damos amor, elas não podem ser poupadas de enfrentar desafios, elas precisam crescer. Dificuldades as fortalecem interiormente e as fazem seguir adiante sem medo.

A escolha de uma escola que tenha essa visão baseada em valores e princípios cristãos é fundamental; e os profissionais que nela atuam também.

Aqui, no Colégio Mirassol, seu filho tem tudo isso! Nessa relação de parceria e confiança, vamos transmitir às crianças conteúdos válidos para a vida!

Laís Sanchez
Psicóloga Escolar
CRP 60651


Será mesmo que estamos preparando nosso filho para o futuro?

Não precisamos ir tão longe para imaginar como a geração Z (definição sociológica para definir geração de pessoas nascidas no final da década de 90 até o presente) se comportará no futuro diante do que vemos nos dias atuais com o protagonismo da geração Y (também chamada geração do milênio ou geração da Internet, é um conceito em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, como Don Tapscott, à corte dos nascidos após 1980).

O jovem de hoje é bem formado: pós-graduação, MBA, mestrado, doutorado, fala outros idiomas; no entanto, como funcionário de uma empresa, apresenta baixa tolerância à frustração, grande resistência em aceitar críticas, não tem a mínima noção do que é hierarquia e autoridade, metas e prazos, não consegue trabalhar em equipe e tem dificuldades em ouvir um “não”. Acaba de ser contratado e já quer se tornar diretor!   

Além disso, também nos deparamos com a geração “nem-nem” – que não estuda, nem trabalha (atualmente no Brasil, 20% dos jovens em idade ativa não estuda e não trabalha).

Mas você acha justo colocar a culpa neste jovem emocionalmente imaturo, imediatista e que se acha o centro das atenções?

Já tentou relacionar essa imaturidade à falta de comando e controle dos pais? E se associarmos isso à permissividade, superproteção e ausência de convivência – pensar que no pouco tempo de convivência com seus filhos, os pais só querem agradar e verbalizam a todo momento o desejo sincero de “poupá-los” do sofrimento.

Mas o que você acha que é sofrimento para o seu filho? Lavar a louça? Andar de ônibus? Não comprar um iPhone?

Será que esses pais estão poupando ou tornando-os mais frágeis, medrosos, frustrados e propícios a desistir no primeiro fracasso? Esquecem de algo fundamental: sem a formação de caráter e ética, será impossível desenvolver habilidades e competências necessárias para um futuro próspero.

Ensine seu filho que:

  • Ele passará por muitos desconfortos na vida, mas em qualquer circunstância deverá fazer o seu melhor, com excelência;
  • Ele poderá ficar cansado, física ou mentalmente, mas não pode desistir;
  • Para fazer o que se gosta, é necessário fazer várias coisas das quais não gosta;
  • Precisará se concentrar por muito mais tempo do que realmente quer;
  • Encontrará desculpas para se esquivar da responsabilidade, mas não poderá fazê-lo porque há tarefas que têm de ser executadas;
  • Não existe a possibilidade de se conseguir algo se não houver esforço, empenho e dedicação.

 Lembre-o que existe uma relação direta entre ação e consequência. Nesse sentido, a escola não pode substituir a responsabilidade dos pais e vice-versa. Aliás, a ação da escola é bastante limitada – ela nunca poderá ocupar o papel dos pais. E pensando na relação ação e consequência, se não fizermos nossa parte corretamente como pais, quem sofrerá as consequências, serão nossos filhos.

Prepare-o para servir. Se ele for advogado, engenheiro ou empresário, ele estará fazendo algo para o outro. Comece pelos seus exemplos. Não os exemplos que estão nos livros, mas nas suas experiências… aquilo que o encanta e desencanta, une e separa, agrega e desagrega, por vezes o frustra, machuca e amedronta, aquilo que o desafia a compreender o outro e aceitar suas diferenças… a vida é assim, não é mesmo?

“Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve”. Lucas 22:27


Sexualidade Infantil

Entre pais e educadores

“Pois tudo o que Deus criou é bom…” (1 Tm. 4:4a)

Falar de um assunto delicado e com diferentes pontos de vista exige uma parceria entre pais e educadores.

Educação sexual é muito mais do que apenas informar, é ajudar na formação do caráter de nossas crianças. Frequentemente somos surpreendidos com perguntas sobre sexo. Se estivermos despreparados, provavelmente daremos respostas inadequadas, incompletas e com certo desconforto ao falar sobre o assunto.

Sabemos que os pais têm expectativas e às vezes dificuldades em falar sobre o tema. É realmente um assunto que merece atenção e cuidado ao ser abordado e que conflitos de opiniões ao se falar sobre sexualidade são inevitáveis.

Alguns pais podem argumentar que o tema está sendo precocemente estimulado… falar sobre sexualidade? Mas meu filho tem apenas 5 anos? Outros estimulam a criança achando-a engraçadinha ao dar beijinho na criança do sexo oposto e ainda perguntam: “quem é seu namorado?”.

Há os que acreditam que só lidamos com a sexualidade a partir do momento em que surge o assunto, seja por meio de informações ou explicações sobre o tema, quando na verdade, a sexualidade existe desde o nascimento. Um exemplo? Quando pai e mãe cuidam do bebê, brincam com ele e estabelecem limites de cada papel… a relação mãe e filho/ pai e filho ficam bem definidos e marcados, o bebê já está recebendo uma educação sexual.

Somos de uma geração que, quando pequenos, éramos punidos ou repreendidos se mencionássemos ou indagássemos alguma coisa a respeito da sexualidade. A geração dos nossos filhos é bombardeada diariamente pela estimulação precoce à erotização seja por meio da T.V, internet, revistas, entre outros.

Os pais precisam saber que a sexualidade infantil é diferente da sexualidade adulta, não contém os mesmos componentes e interesses.  Mesmo crianças de dois anos descobrem que seus órgãos genitais são uma fonte de prazer físico. As crianças aprendem a localizá-los, como aprendem a localizar as outras partes de seu corpo.  E é perfeitamente aceitável que as crianças experimentem o toque como algo que lhe dá prazer. Algumas crianças até desenvolvem padrões de auto-estimulação deliberada (o que denomina-se masturbação em adolescentes e adultos).

À medida que a criança cresce, ela passa a compreender o seu corpo de maneira diferente. Não podemos falar de sexualidade sem pensarmos em desenvolvimento emocional e cognitivo, pois ao tratarmos do assunto com a criança é necessário observarmos o nível de maturidade que ela tem para receber e assimilar as informações.

É importante saber que a idade certa para se falar de sexo é quando a criança pergunta e a resposta não deve ir além do que foi questionado. Por volta dos 3 anos, geralmente livre das fraldas, ela começa a ter curiosidade pelos seus órgãos, passa a tocá-los com mais frequência e percebe que dá prazer.  À medida que cresce, a curiosidade aumenta.  Ao perceber que menino é diferente de menina, a criança quer tocar o corpo do amigo ou amiga também. Muitas dessas situações vão ocorrer, tanto o tocar no próprio corpo, como no do amigo. O que os pais e educadores devem estar atentos é se as situações tornam-se compulsivas e recorrentes.

A educação sexual acontece primordialmente no contexto familiar. Se a família acha natural que a criança assista novelas, tão logo ela fará perguntas sobre sexo. Por outro lado, muitos pais preferem nem tocar no assunto.

Perdeu-se hoje, de uma forma geral, a noção do que é pertinente à criança. É comum observarmos os pais se dirigirem à criança como se estivessem se dirigindo a adultos em miniatura. Não sabem como se aproximar delas, sobre o que falar e de que maneira.

O fundamento de toda a educação sexual é capacitar seu filho a dar e receber amor.  Por isso, ao abordar qualquer tema relacionado à sexualidade com seu filho, se os pais forem amorosos, atuantes e participativos, a criança conseguirá verbalizar suas dúvidas e os pais conseguirão falar sobre o tema de forma natural. De que forma a criança que tem um pai distante, austero, frio, que raramente o abraça conseguirá incorporar o amor de uma forma vívida?

É importante que as questões da criança tenham espaço para serem colocadas e respondidas com clareza, simplicidade e naturalidade na medida em que demonstram curiosidade. Às vezes, alguns pais querem se livrar logo do assunto e na ansiedade disparam a falar além da necessidade da criança, na tentativa muitas vezes frustrada de que nunca mais vão precisar falar sobre o tema.

Ao refletir sobre esses aspectos, você já está dando um grande passo para responder outras perguntas à criança.

Se uma criança pergunta como ela nasceu, o papai ou mamãe podem responder: “No hospital. Você saiu da barriga da mamãe.” Se esta resposta for suficiente para a curiosidade, a criança vai parar por aí. Se não foi, certamente virá outra em seguida e mais outra até que ela obtenha uma resposta que satisfaça sua dúvida. O que não deve acontecer é querer dar uma aula de anatomia, relacionamentos e reprodução quando a pergunta é bem mais simples.

Quando ela perguntar, por exemplo, como o bebê vai parar na barriga, não quer dizer que ela queira saber detalhes com relação ao ato sexual. Responder à criança de maneira simples, clara e objetiva, sem dar mais elementos do que aqueles que a criança pede. Como essa pergunta poderia ser respondida? Nada de cegonha ou sementinha. A forma de responder só pode ser com a verdade. As crianças devem saber que o nascimento se produz como consequência de uma função orgânica e não como produto de uma história fantasiosa.  É importante dizer que para ter um bebê é necessário que duas pessoas, homem e mulher, se amem e estejam juntas; isso permitirá que a criança associe o amor ao sexo. Os bebês são feitos quando Deus permite que um pedacinho especial do corpo do papai chamado esperma se misture com um pedacinho especial do corpo da mamãe chamado óvulo. Esses pedacinhos especiais são somente para fazer um bebê. Quando você for mais velho, você também poderá ter um bebê. Deus deseja que você tenha esse bebê depois que se casar.

Outra preocupação dos pais referente à sexualidade é quando os meninos mostram-se interessados pelas brincadeiras ou brinquedos de “menina” e vice-versa. Mas isso não é motivo de desespero. Diferenças físicas, hormonais, genéticas, de interesse, de amadurecimento… poderíamos enumerar muitas diferenças entre meninos e meninas.  Se a criança for privada do contato com brinquedos e brincadeiras com o sexo oposto, no futuro, poderá ter dificuldades de se relacionar com o outro. Poderá também desenvolver problemas na definição de sua própria identidade e sexualidade. Biologicamente falando, meninos identificam-se com os pais e meninas com as mães. Na ausência constante de um deles é necessária a presença de uma pessoa próxima, íntima e confiável, que assuma esse papel. O fato de mostrar mais interesse por algo tipicamente do outro sexo pode significar que ela simplesmente, pela falta de um modelo frequente da figura do mesmo sexo, não sabe o que um menino ou menina de 4 anos faz; que tipo de brincadeiras gosta. Em suma, é mais fácil para o menino lidar com os brinquedos e brincadeiras de menina ou vice-versa, que conviver com a ausência da figura materna ou paterna.

Em termos de educação sexual, faz-se necessário observar dois pontos importantes que, se não considerados, podem levar a criança e os pais à frustração. Primeiro, salientar que a capacidade de abstração da criança surge após os 6 ou 7 anos, sendo de difícil compreensão explicações muito extensas e não objetivas. Também, a capacidade de concentração das crianças menores é bastante limitada, sendo inúteis muitas informações ao mesmo tempo. Tornamos a repetir: o importante é deixar clara a existência de um canal aberto para a comunicação entre pais e filhos, canal esse que poderá ser acionado sempre que a criança tiver dúvidas.

O que vocês precisam saber:

  • A educação sexual vai além do provimento de informações corretas. Precisamos provê-las da força emocional que necessitam para que no futuro elas possam tomar decisões coerentes.
  • Vocês, pais, são a base da educação sexual; vocês podem ter um impacto anêmico, confuso e consequentemente negativo, ou um impacto delicado, claro e positivo.
  • As primeiras informações e orientações dos pais dadas à criança são as mais convincentes: é mais eficaz formar a visão de uma criança com valores sobre a sexualidade desde pequenas do que corrigir as distorções que ela vai aprender com o mundo.
  • Não espere seu filho crescer para falar sobre sexo. Nunca diga: “isso não é para a sua idade”.
  • Assim como é educada para comer direito, lavar-se corretamente e ter responsabilidade nos estudos, a criança precisa de orientação e apoio em seu desenvolvimento sexual.
  • O melhor momento para ensinar é quando a pergunta da criança se entrelaça naturalmente com os acontecimentos ou necessidades da vida diária. Os pais devem empenhar-se em se tornarem pais acessíveis, a quem os filhos poderão recorrer sempre.
  • O modo como a criança vai se desenvolver sexualmente na vida adulta é influenciado pelas atitudes de amor ou desamor que ela observa no ambiente em que vive e, pelo jeito com que suas manifestações de curiosidade quanto ao sexo são recebidas.
  • Se você não souber a resposta diante das perguntas da criança ou não estiver preparado para responder, diga: “o papai não sabe responder isso, mas o que você acha se eu tentar encontrar a resposta e disser a você depois?” Nunca minta ou invente uma resposta.

Anexo, seguem dicas de leitura sobre o tema.

Para acessar a listagem de livros, CLIQUE AQUI.


10 dicas básicas para ajudar os filhos no dia a dia

  1. Em decorrência do corre-corre do dia a dia, pai e mãe acabam se distanciando um do outro e do filho. Vamos falar da “qualidade do tempo” que a família precisa ter para estar unida e não da “quantidade de tempo”. Para se sentir segura, a criança precisa ter a certeza que o casal está bem, que existe respeito e amor, cumplicidade e carinho, companheirismo e parceria.
  2. Pais, cuidado com as suas ações. As atitudes, na maioria das vezes, são mais importantes que os conselhos. Por exemplo: um colega telefona e você pede para falar que não está. O filho começa a mentir na escola e você não sabe o porquê? Esteja atento! Os filhos aprendem muito mais observando o comportamento dos pais do que os ouvindo.
  3. Envolva-se com a vida de seu filho. Muitos pais falam que o filho não verbaliza o que acontece com ele. Mas você fala do seu dia a dia para o seu filho? Comece a falar do seu trabalho, dos seus amigos; observe que ele estará envolvido com o assunto e também compartilhará o dia a dia dele com você.
  4. Monitore-o. A falta de “monitoramento” aumenta o risco da/o criança/adolescente ter contato com assuntos, desenhos, filmes… que ainda não são para a sua idade, seja por meio da T.V., Internet, colegas ou pessoas que os pais não conhecem. Estejam atentos às conversas deles, ao horário de dormir, ao acesso à internet, às companhias… Lembre-se também que a falta de monitoramento aumenta os riscos de no futuro, eles se envolverem com drogas, álcool e delinquência.
  5. Lembre-se sempre da idade que seu filho tem e trate-o de acordo com as etapas de crescimento. O que funciona para o seu filho com 6 anos poderá ser um desastre quando ele tiver 11 anos.
  6. Ao impor regras e estabelecer limites, seja coerente. Mudá-las a cada dia ou esquecê-las, faz com que a criança não leve as regras a sério, como consequência, teremos um mau comportamento e a responsabilidade será dos pais, não da criança.
  7. Demonstre afeto incondicional por seu filho, ele precisa se sentir amado. Corrija-o quando necessário, dê limites, mas não deixe de abraçar e beijar seu filho, independentemente da idade.
  8. Na vida da criança, assim como do adolescente e do adulto, há consequências, boas ou ruins.  Para a criança e o adolescente, muitas vezes as punições são estabelecidas pelos pais; mas evitem castigos físicos e agressões verbais. A punição é necessária, mas se acompanhada de violência, poderá ter efeitos nocivos a curto ou longo prazo. A violência, seja física ou verbal, poderá não estar direcionada à criança, mas a outras pessoas. Se a criança presenciar tais condutas, os efeitos também poderão ser nocivos para os pais e para ela.
  9. Trate seu filho com respeito. Ouça-o, pare o que está fazendo e olhe nos olhos dele. Facilite a comunicação entre vocês, permita que ele verbalize suas ideias e opiniões. Explique a ele as suas regras e decisões, mas deixe-o expor o seu ponto de vista. A criança trata as pessoas da mesma forma que é tratada pelos pais.
  10. Encoraje seu filho a ser independente. Permita que ele execute tarefas sozinho, que ele tenha responsabilidade e autonomia. Ele precisa crescer e mais que isso, ele precisa da sua ajuda para ser um adulto inteligente, saudável e feliz.

Seu filho merece o que há de melhor!

Que ele possa crescer num ambiente de confiança e respeito, cordialidade e colaboração, amor e educação, valores éticos e princípios cristãos.

Que ele tenha bases para ser um cidadão crítico, criativo, atuante, responsável e comprometido com o que faz.

Que ele possa ter um mundo mais justo e solidário, onde as pessoas se preocupem com o SER e não com o TER.

Para tudo isso, sabemos que os pais precisam estabelecer parceria com pessoas nas quais acreditam e confiam. A Equipe Mirassol está sempre à disposição para ajudá-los, orientá-los e compartilhar novas vivências e experiências. Tenham certeza que essa parceria é sincera, valiosa e confiável.


A chegada de um irmãozinho.

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Até bem pouco tempo eram só vocês três!

De repente, chega uma quarta “pessoa” que será nada menos que o seu irmãozinho… para a vida toda!

Até chegar a usufruir plenamente do prazer de se socializar e do gosto em dar e receber, a criança terá de fazer um caminho não muito fácil, pontuado de rivalidades e ciúmes, sentimentos indispensáveis para uma boa construção psíquica apesar da dor que precisa suportar.

Acompanhando essa dor, ocorre uma avalanche de emoções contraditórias nesse período, bem como diferentes reações que a criança pode apresentar: comportamentos regressivos como fazer xixi na cama, falar como um bebê, voltar a pedir a chupeta e mamadeira, pedir colo, apresentar dificuldades para dormir, dentre outros.

Algumas dicas para vocês lidarem com a criança nessa fase:

– Evitem mais mudanças na vida da criança, como por exemplo: mudar de escola ou de casa, mudar de quarto, tirar fraldas ou mamadeira… As mudanças devem ser feitas seis meses antes ou depois do nascimento do irmão. Esse período geralmente é suficiente para facilitar o entrosamento da criança com o novo ambiente ou as novas mudanças.

– Não façam comparações entre os irmãos. Não ignore a dor da rejeição que ela está sentindo: se ela disser que está com dor de cabeça, dor na barriga ou qualquer outra queixa, permita que exteriorize o seu sofrimento. Ao invés de brigar com ela, sente e converse, deixe claro que ela não precisa fazer isso para chamar a sua atenção e que você está lá para ouví-la.

– Tentem, antes de perder a paciência, colocarem-se no lugar de seu filho e sentir o que ele sente. Prepará-lo para a primeira fase de perdas e de confrontos, faz parte de todo o processo de adaptação à nova fase que vocês estão vivendo. Prepará-lo para superar obstáculos é necessário, pois ele terá de enfrentar muitos outros desafios  à medida que for crescendo.

– Assegurem a ela de que continua a ser amada. Quanto menos ela duvidar da capacidade que vocês têm de amar os dois filhos ao mesmo tempo, menos ansiosa irá se sentir.

– Expliquem que a rotina de vocês mudou. Resgate fotos dela quando bebê e conte como você curtiu a gravidez! Ela precisa saber que também já foi o centro das atenções!

– Reservem um dia da semana para ser só da mamãe e dela, só do papai e dela… ir ao parque ou fazer qualquer coisa exclusivamente para vocês! Isso vale para quando o bebê nascer também.

– Dê responsabilidades a ela correspondentes aos bebês, como arrumar as roupinhas, ajudar a escolher algo e também coisas corriqueiras do dia a dia. Ao terminar de ajudá-la, sempre reforce: “o que seria da mamãe sem você?” “Que bom que Deus trouxe você primeiro, Ele sabe de todas as coisas!” “Com você por perto eu sei que tudo dará certo!”; Quando o bebê nascer, os elogios precisam continuar de modo que ela se sinta importante sempre.

– Ao mesmo tempo que vocês a acolhem e lhe dão carinho e atenção, se precisarem ser mais firme por algo que ela tenha feito, sejam coerentes: se sujou, ela precisa limpar, se jogou algo no chão, precisa pegar, não quis comer no almoço, a comida que está no prato ficará na geladeira e ela deverá comer a mesma comida no jantar.

– Não se sintam culpados, em nenhum momento! Sejam firmes nas suas colocações e naquilo que colocarem como regras da casa: estabeleçam combinados e se ela não cumprir, terá consequências. Evitem dar presentes a ela toda vez que comprar algo para o bebê; não tente apaziguar a crise garantindo que ela terá algo em troca. Saber lidar com sentimentos de frustração, sofrimento ou perda é uma lição para a vida toda. Ela terá de lidar com isso na escola, com os amigos ou no trabalho quando crescer…

– Lembrem-se: a mamãe está muito mais sensível (por estar grávida) e algo que pode ser simples se torna um grande problema. Seu filho já percebeu que você está vulnerável e pode aproveitar dessa situação algumas vezes.

– Tenham cuidado com os castigos aplicados, procurem estar atentos aos sentimentos dela, às vezes, o castigo só aumenta o ciúme.

Sabemos que será uma fase de grandes desafios para toda a família; mas se os conforta, estranho seria se essa fase não fosse diferente para a criança. A dor a que nos referimos anteriormente é um instrumento necessário para que ela faça o luto do sentimento do pleno poder sentido graças à sua condição anterior de ser filho único.

Esse luto que significa perda atual, mas crescimento futuro, permitirá o difícil mas necessário exercício de aprender a dividir. Crescer é um processo que dói, mas é bom e saudável que aconteça.

“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” Salmo 133:1


Dicas para facilitar o retorno da criança à rotina escolar.

Voltar às atividades escolares após um período de descanso em casa e com os pais nem sempre é tarefa fácil para a criança.

Por mais ‘legal’ que seja estudar, estar com os amigos, brincar… é também a hora de enfrentar a distância outra vez; em outras palavras, significa ficar sem a presença da mamãe, do papai… daquelas pessoas que são o seu “porto seguro”.

A forma de cada criança reagir é individual e depende da história de vida e das experiências anteriores que ela já teve ao se separar dos pais em alguns momentos. É por esta razão que o tempo que cada criança necessita para sentir-se segura e acolhida outra vez, não se fundamenta em calendário ou relógio, cada criança tem o seu tempo.

Algumas dicas que facilitarão o retorno da criança à escola:

  1. Os primeiros dias de aula têm um momento crucial para os pais: a despedida! Pais e familiares devem ser positivos, confiantes e motivadores. Mais algumas dicas para diminuir a angústia e tornar a despedida um momento de carinho, segurança e tranquilidade para a criança.
  2. Revejam com a criança algumas atividades que ela realizou no 1º semestre demonstrando o quanto estão orgulhosos por tudo que ela aprendeu e que ao retornar às aulas, ela aprenderá muito mais.
  3. Não esqueçam de falar o nome dos amiguinhos e o quanto todos estão com saudade dele(a).
  4. Visitem o site do Colégio na companhia da criança, revejam fotos, equipe docente, amigos e contem para ela o que vai acontecer no 2º semestre de acordo com o calendário escolar, encorajando-a a voltar com alegria e vontade!
  5. Reservem um momento para organizar o material escolar com a criança, deixando-a ajudar a separar e guardar na mochila o que será necessário levar para a escola outra vez.
  6. Nos últimos dias de férias, estabeleçam horários para a criança dormir e acordar; sigam uma rotina semelhante aos horários habituais.
  7. Diante das lágrimas: é natural que a criança chore na hora de se separar. Muitas vezes, a mãe transmite ansiedade e descontentamento e passa isso para o filho. Convencer-se de que o afastamento é necessário e inevitável é o primeiro passo e essencial para que a criança sinta que a escola voltou a fazer parte da sua rotina. Ela poderá mostrar-se contrariada ou temerosa, mas à medida que vivencia e se integra ao novo ambiente, aos amigos e educadores, irá sentir-se feliz.
  8. Não fuja! A tendência de muitos pais é sair de mansinho tão logo o filho esteja distraído; a criança poderá sentir-se abandonada e tende a ficar desconfiada, com medo de ver os pais desaparecerem a qualquer momento, um sentimento de perda. Por outro lado, a despedida com um abraço ‘caloroso’ e muitos beijos, mostrará à criança que você não quer separar-se dela. Ao encontrar o responsável que receberá seu filho, inicie a despedida e diga que logo voltará para buscá-lo.
  9. Facilite a despedida! No caminho (de casa para a escola), converse com a criança como será a chegada à escola. Aconselhamos que os pais fiquem na entrada e evitem entrar na sala com o filho, pois há outros amiguinhos e todos estão sem a mamãe e o papai.

Para finalizarmos,  é importante salientar que a maternidade e a paternidade não se resumem em eliminar os obstáculos que surgem na vida da criança, mas sim, oferecer-lhe ajuda e apoio, para que fortalecida, seja capaz de superar os desafios desde pequenina.

Contem sempre com toda a equipe Mirassol e até breve!

“Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Provérbios 22:6